sábado, 1 de julho de 2017

E…SE…?

E…se…
se esquecêssemos o quando,
se abolíssemos o ontem,
o hoje,
o amanhã e…
simplesmente vivêssemos?
Se vivêssemos…
… um viver sem tempo,
sem tempo quantificado
e sem espaço qualificado…?

Se…
pura e simplesmente nos déssemos
a bênção de SERmos,
sementes do Universo
a germinar …?
Se…
em voo de liberdade
criássemos ilusões,
desenhássemos pensamentos,
formatados em formas ousadas…? 
… em formas criadas,
idealizadas a todo o momento
e a todo o momento renovadas?

Então…cada pensamento,
do mais elaborado ao mais inocente
seria flor-luz-sentimento…
mariposa- orvalho-luar…
ou homem-mulher renascimento
numa vivência repartida
assente no verbo AMAR.

De Maria La-Salete Sá (30/06/2012)

(imagem da net)



segunda-feira, 12 de junho de 2017

Samadhi Movie, 2017 - Part 1 - "Maya, the Illusion of the Self"

AS ONDAS DO MEU MAR

AS ONDAS DO MEU MAR
Meu sono adormeceu-me serena
e meu sonho acordou-me no mar
num mar de ondas dançantes, 
em suave bailar ao ritmo da ternura.
Eu era água de puro azul
em transparências de coral,
habitáculo de golfinhos,
de outros peixes e seres marinhos
e nas ondas desse mar,
bailando docemente
ondinas, fadas, sereias
outros elementos de beleza sem igual,
fizeram desse sonho
a mais bela história de encantar…
…porque…
… no sono eu dormia tranquilamente
e no sonho… eu era o mar…
… que se espraiava em doce ondular…
e me deixou perdida no tempo
sem vontade de acordar…
quando o sonho se diluiu
e o sono acabou,
a memória guardou…
… a doçura,
a beleza,
a harmonia…
do bailado das minhas ondas…
…das ondas do meu mar!


De Maria La-Salete Sá (12/06/2015)

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quarta-feira, 24 de maio de 2017

ABRAÇOS…

Tantos braços
em abraços
repartidos…

Abraços de saudade,
abraços sentidos
de emoções…
abraços abrigo
de carinho
ou desilusões…

Tantos braços
em abraços
repartidos…

abraços
que transportam ilusões,
que acalmam corações…

São abraços
de mitigar a saudade,
de amar de verdade…

São braços
em abraços
de fraternidade!


Maria La-Salete Sá (24/05/2017)

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MEU SONHO

Meu sonho
deitou-se ao relento,
adormeceu,
viajou
nas asas do vento…

Meu sonho
perdeu-se em lonjuras,
e percorreu alturas…
desceu à terra
subiu a serra…

Meu sonho


mergulhou no mar,
brincou,
sorriu,
pôs-se a cantar…

Meu sonho
cansado de viajar
acordou sereno
em ninho ameno
espelhado no mar…

Assim acordado
sentiu o afago
de um  amor total…
e deixou-se ficar
nesse enlevo
de aconchego…
…maternal…


Maria La-Salete Sá (23/05/2017)

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quinta-feira, 18 de maio de 2017

BALANÇO

Foram meses, foram dias, foram horas,


foram tempos em que nos tempos me perdi e reencontrei,
foram tempos em que a vida me ensinou o que guardar,
o que aprimorar, o que rejeitar, o que dar, o que retribuir...
Foram tempos de mudanças, de fins e recomeços,
tempos de mergulhar na intimidade da alma
e distinguir entre impulsos do ego e orientações da essência...

Foram meses, foram dias, foram horas... foi um ano...
Um ano de trabalho interno, de enfrentar fantasmas,
de anular preconceitos,
de reconhecer no outro os meus defeitos,
de descobrir a unidade
no emaranhado dos preconceitos,
no aparente desmoronar da vida...
pelo choque de conceitos e preceitos...

Foram meses, foram dias, foi um ano,
foram tempos de horas paradas,
tempos de horas agitadas
de turbulências fragmentadas...
fazendo-me crer e sentir
que só eu sou a responsável
pelo desenrolar da minha vida.

Maria La-Salete Sá (dezembro de 2016)

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