quarta-feira, 15 de novembro de 2017

TEMA PARA BOM DIA

«««Hoje, já meia desperta, ainda ouvi a voz do meu sonho que sussurrava:
-- Vamos lá, não te esqueças de espalhar pelos teus amigos esse sorriso de gratidão pela amizade, pela vida, pelos sonhos que vão chegando, pelos que se realizam e mesmo até por aqueles que se ficam apenas pelo sonho (é que bem sabes que guardo sempre alguns!).
-- Sim, eu vou fazer isso, mas lembra-te que nem todos aqueles sonhos (que também são teus) são bons, antes pelo contrário, às vezes são autênticos pesadelos…
E o sonho continuou:
-- Sim, eu sei, mas mesmo esses têm como finalidade alertar para a mensagem que transportam, para refletir sobre o que cada um vai fazendo da vida, podem ser para orientar uma conduta, para fazer ver que tudo existe com um propósito, para alertar que, apesar dos conhecimentos, das atitudes, das vivências de cada ser humano, todos são iguais em essência e todos passam, passaram ou passarão pelos mesmos estágios, pelas mesmas situações…
-- Pronto, pronto, não digas mais nada. Tudo isso eu sei, mas tens que ver que nem sempre temos a capacidade de aceitação capaz de tornar possível que esse entendimento se transforme em ação, em estado pleno de ser e de agir…
-- Mas cada um tem em si a capacidade de ser grato pelos bons momentos da vida, pela força e vontade que os leva a construir desejos, a fazer sorrir, a ter a coragem de não estagnar e ultrapassar condignamente os obstáculos que a vida também cria, tudo isso é processo de aprendizagem. E agora está na hora de acordares, tenho mais sonhos para distribuir, mais pessoas para despertar. Vá, toca a acordar! E não te esqueças de espalhar as boas energias que aqui te deixo.
E assim acordei.»»»

E aqui estou a desejar-vos (a todos sem exceção!) um dia cheio de paz, de harmonia, de grandes realizações, de tudo o que é bom.
Grata pela vossa amizade, abraço-vos com carinho,

Maria La-Salete de Sá


sexta-feira, 10 de novembro de 2017

NÃO, A POESIA NÃO VAI ACABAR!

A noite deitou-se em sinfonia de luar…
O homem adormeceu… 
e viveu sonhos de encantar…
Calcorreou mundos estranhos, 
mágicos, profundos…,
beijou estrelas, 
visitou planetas, 
brincou suspenso em caudas de cometas 
e foi viajante do tempo, 
sem tempo, 
longe do tempo…
Foi dono da vida, 
seu sonho foi poesia, 
sua noite pura magia…

E neste cenário de encantamento 
o homem adormecido no sonho 
foi o poeta.
Cada elemento era um verso, 
cada estrela uma inspiração, 
cada constelação uma estrofe… 

Nosso poeta dormia sobre o poema…

Depois…

O dia acordou em sinfonia de sol nascente, 
o homem bocejou, 
espreguiçou-se, 
sorriu ao dia, 
fez-se presente.

Com ele veio o sonho sonhado, 
o poema renascido.

Lá fora tudo é vida, 
as flores pintam a natureza 
de matizes mais que perfeitos, 
em doces chilreios 
esvoaçam os pássaros em pura harmonia…
O verde envolvente 
espalha salpicos de esperança poética, 
o azul celeste é de calma beleza, 
embalo de alegria

E o homem sorriu novamente…
Sorriu, 
abriu-se à Paz e desenhou no tempo 
um pensamento, 
pensamento que ganhou vida 
e se materializou…

…em voz presente, 
voz que diz, 
que vive, que sabe e que sente que…

,,, enquanto houver dias e noites e homens para sonhar, 

A POESIA NÃO VAI ACABAR!

De Maria La-Salete Sá

A VIDA DE UM DIA…

Melancolicamente o dia acordou…
espreguiçou-se e fez-se à vida.
Soltou um sorriso, um tímido sorriso…
e o sorriso foi crescendo,
foi-se alargando foi-se projetando
para cada sombra que encontrou.
Era um sorriso de luz,
luz de amor,
luz de paz,
luz de luz e de querer ser mais e mais sorriso!...

E o dia cresceu,
cresceu e espaireceu,
sempre a sorrir.

Veio o meio,
Veio a tarde
e a quase noite…

O dia já cansado,
não quis logo dormir…
ainda conservava luz e brilho no olhar,
ainda tinha sorrisos para dar.

Então,
mesmo antes do sono chegar,
abriu-se num esplendoroso sol poente
e logo adormeceu nas águas do mar…

… veio depois a noite para o embalar


De Maria La-Salete Sá (10/11/17)

terça-feira, 7 de novembro de 2017

CASAS, CASAS,CASAS...

Casas, casas, casas…
casas ou não casas?
Se casas, terás direito a ter uma casa,
a casa do casal,
porque…
“quem casa quer casa”, assim diz o ditado,
mas…
se não casas… conservas a casa…
a tua casa…

E as demais casas?
A casota do cão,
que não precisa de casar para ter casa….
pode dar-se o caso de ser um cão vadio…
e a casa é qualquer recanto da rua…
procurando melhor…
eis os ninhos, as tocas,
as demais habitações de outras espécies animais…
e tudo isso são casas…

… Mas casas … ele há tantas casas!!!
casas de botões, poe exemplo onde nem sempre eles, os botões, casam…
ás vezes, quando abotoados por mãos desajeitadas
os botões mudam de casa e ficam casas atabalhoadas!...
ficam casas com botões descasados…

E voltando ao reino animal,
ao animal humano…

… também são casas  (antes as casas fossem outras!)
os vãos de entradas,
os bancos de jardim…
tantas ou tão poucas casas de quem não tem casa…
de quem estes dias também perdeu as suas casas…

De Maria La-Salete Sá (19/10/2017)






quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Da minha página de facebook para este blog

Boa tarde meus amigos,


Hoje sempre ganhei um bocadinho de ânimo para "dar andamento" ao trabalho que se segue a uma sessão de Poesia em Folhas de Chá. e também dizer-vos alguma coisa.
Como vos tinha dito o domingo anunciava-se FANTÁSTICO, como foi até ao momento em que as notícias dos incêndios me iam chegando... A partir daí a dor da desolação, a dor pelas pessoas que iam perdendo não só os haveres, como a vida, o sufoco por saber que membros da minha família direta podiam ficar cercados pelo fogo ... Não conseguia comunicar com ninguém da minha aldeia, queria saber da situação e sobretudo saber como estariam o meu pai e os meus tios (e as outras pessoas porque Guirela -a minha aldeia- é uma terra onde a solidariedade e inter-ajuda são marcantes)... Não havia telefones fixos, os móveis estavam sem bateria... Dá bem para ver...😟
As notícias iam chegando, mas sem certezas absolutas... até que na segunda feira sempre consegui falar com o meu pai, Graças a Deus eles estavam bem, não havia vítimas humanas a registar, mas o verde perdeu-se... Casas antigas e desabitadas foram totalmente consumidas pelas chamas, casas de habitação, (poucas, felizmente) tiveram algumas "queimaduras", mas nada de grave... Há contudo pessoas que perderam os seus animais, assim como também um automóvel e um trator (pelas notícias que me chegaram).
Ontem estive lá. O cenário de destruição não deixa ninguém indiferente... O que antes era multicolorido, nas belas colorações outonais, agora é quase um filme a preto e branco, um filme apocalítico...
De onde em onde lá aparece, no meio da aldeia uma oliveira que não ardeu, um limoeiro, bocados de jardins "a salvo" e pouco mais...
Mas não vou perder-me em lamentos, eles nada resolvem, muito pelo contrário, quando ultrapassam a necessidade de desabafar e se tornam constantes geram correntes de energia densa. E isto eu não quero!
Deixarei algumas imagens. Pode ser que toquem as emoções de quem, voluntária ou involuntariamente, faz estes infernos acontecerem....
E... se aqui estamos é sinal que há trabalho a fazer. Pode não ser no terreno, pode não se com as pessoas diretamente atingidas, mas se não mais, há trabalho a ser feito por nós, para cada um de nós.
Abraço-vos num abraço de PAZ,
Maria La-Salete Sá (texto escrito ontem, 18 de outubro)



















quinta-feira, 12 de outubro de 2017

novo espaço para POESIA EM FOLHAS DE CHÁ

Pois é, meus amigos, POESIA EM FOLHAS DE CHÁ vai passar a fazer-se presente, também mensalmente (à exceção do mês de dezembro) na Granja, mais propriamente no American Club da Granja, ali bem pertinho da estação dos comboios.
A primeira sessão aconteceu no dia 23 de setembro, a próxima será dentro de dois dias, ou seja, no dia 14 de outubro, com o tema "Rir por tudo e por nada"
Deixo aqui um cheirinho fotográfico da sessão anterior, como forma de incentivo.





sábado, 1 de julho de 2017

E…SE…?

E…se…
se esquecêssemos o quando,
se abolíssemos o ontem,
o hoje,
o amanhã e…
simplesmente vivêssemos?
Se vivêssemos…
… um viver sem tempo,
sem tempo quantificado
e sem espaço qualificado…?

Se…
pura e simplesmente nos déssemos
a bênção de SERmos,
sementes do Universo
a germinar …?
Se…
em voo de liberdade
criássemos ilusões,
desenhássemos pensamentos,
formatados em formas ousadas…? 
… em formas criadas,
idealizadas a todo o momento
e a todo o momento renovadas?

Então…cada pensamento,
do mais elaborado ao mais inocente
seria flor-luz-sentimento…
mariposa- orvalho-luar…
ou homem-mulher renascimento
numa vivência repartida
assente no verbo AMAR.

De Maria La-Salete Sá (30/06/2012)

(imagem da net)